Prevenir-se é muito fácil O que é o Câncer da Pele?
O câncer da pele é um tumor formado por células da pele que sofreram uma transformação e multiplicam-se de maneira desordenada e anormal dando origem a um novo tecido (neoplasia). Entre as causas que predispõem ao início desta transformação celular aparece como principal agente a exposição prolongada e repetida à radiação ultra-violeta do sol.
O câncer da pele atinge principalmente as pessoas de pele branca, que se queimam com facilidade e nunca se bronzeiam ou se bronzeiam com dificuldade. Cerca de 90% das lesões localizam-se nas áreas da pele que ficam expostas ao sol, o que mostra a importância da exposição solar para o surgimento do tumor. A proteção solar é, portanto, a principal forma de prevenção da doença.
Os tipos mais comuns de câncer de pele
São três os tipos mais frequentes. Eles se originam de diferentes células que compõem pele.
- Carcinoma Basocelular: originado das células da camada basal, é o mais frequente e com o menor potencial de malignidade. Seu crescimento é lento e muito raramente se dissemina à distância.
Pode se manifestar de várias maneiras, a da foto acima é apenas uma delas. Feridas que nao cicatrizam ou lesões que sangram com facilidade devido a pequenos traumatismos, como o roçar da toalha, podem ser um carcinoma basocelular. Saiba mais...
- Carcinoma Espinocelular: originado das células da camada espinhosa, tem crescimento mais rápido e as lesões maiores podem enviar metástases à distância. Também conhecido como carcinoma epidermóide, é bem menos frequente que o basocelular.
É comum acometer áreas de mucosa aparente, como a boca ou o lábio, cicatrizes de queimaduras antigas ou áreas que sofreram irradiação (raios X).
Pode ocorrer também a partir de ceratoses actínicas, que são lesões pré-cancerosas decorrentes da exposição prolongada e repetida da pele ao sol. Saiba mais...
- Melanoma: originado das células que produzem o pigmento da pele (melanócitos), é o câncer de pele mais perigoso. Frequentemente envia metástases para outros órgãos, sendo de extrema importância o diagnóstico precoce para a sua cura.
O melanoma pode surgir a partir da pele sadia ou a partir de "sinais" escuros (os nevos pigmentados) que se transformam. Apesar de ser mais frequente nas áreas da pele comumente expostas ao sol, o melanoma também pode ocorrer em áreas de pele não expostas. Pessoas que possuem sinais escuros na pele devem se proteger dos raios ultra violeta do sol, que podem estimular a sua transformação.
Por isso, qualquer alteração em sinais antigos, como: mudança da cor, aumento de tamanho, sangramento, coceira, inflamação, surgimento de áreas pigmentadas ao redor do sinal justifica uma consulta ao dermatologista para avaliação da lesão. Além disso, algumas características dos sinais podem recomendar o exame, portanto conheça o ABCD do melanoma:
Assimetria: formato irregular
Bordas irregulares: limites externos irregulares
Coloração variada (diferentes tonalidades de cor)
Diâmetro: maior que 6 milímetros
A foto acima representa um melanoma em fase inicial (melanoma "in situ"), com todas as características acima descritas. Nesta fase, o melanoma ainda está restrito à camada mais superficial da pele, quando ainda não emite metástases para outros órgãos e pode ser curado pela retirada cirúrgica da lesão. Saiba mais...
Como evitar? Como é o tratamento?
Saiba porque não é preciso ter medo do diagnóstico, como evitar o câncer e como é realizado o tratamento do câncer de pele.
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sábado, 18 de julho de 2009
Xeroderma pigmentoso
O que é?
É uma doença genética na qual o portador possui uma dificuldade em reverter as agressões que a radiação solar provoca no DNA (código genético) das células da pele. Nas pessoas normais, um mecanismo corrige as alterações causadas pela radiação UV no DNA e, por isto, os malefícios provocados pelo sol só vão aparecer com o dano acumulado após muitos anos.
Devido à deficiência deste mecanismo de correção, os pacientes de xeroderma pigmentoso desenvolvem rapidamente lesões degenerativas na pele, tais como sardas, manchas e diversos cânceres da pele, em um processo acelerado de fotoenvelhecimento.
Manifestações clínicas
Ainda durante a infância, a criança que sofre de xeroderma pigmentoso apresenta um número excessivo de sardas e a pele mais ressecada que o normal. Rapidamente a pele fica áspera e se desenvolvem as ceratoses solares, lesões que, usualmente, só surgiriam na idade adulta ou na velhice nas pessoas que se expuseram muito ao sol.
Com a evolução da doença se inicia o surgimento dos mais variados tipos de câncer da pele: carcinomas basocelular e espinocelular, melanomas e sarcomas.
Na foto abaixo, vemos as mãos de uma paciente de 17 anos de idade, mostrando características de uma pele bastante alterada e envelhecida pelo sol, apesar da pouca idade.
Mesmo em indivíduos negros ou morenos, nos quais estas alterações são raras, a pele dos pacientes acometidos pela doença adquire estas características, que normalmente só estão presentes em pessoas brancas, de idade avançada e que se expuseram muito ao sol ao longo de toda a vida.
Tratamento
A melhor forma de tratar o xeroderma é diagnosticá-lo o mais cedo possível e evitar radicalmente a exposição à radiação solar ou qualquer outra fonte de radiação ultra-violeta.
A acitretina, medicamento do grupo dos retinóides, tem sido utilizada para controlar a progressão das alterações cutâneas, tendo que ser tomada continuamente. Além disso, as lesões de pré-câncer e de câncer que forem surgindo devem ser tratadas, através de criocirurgia (quando possível) ou remoção cirúrgica.
Como se trata de uma doença genética, não temos ainda como curá-la até existir tecnologia suficiente para identificar e consertar o gen que a causa. Existem várias formas diferentes de xeroderma pigmentoso, provavelmente, cada uma representa um defeito em um ou mais gens específicos. Mais de 10 tipos de xeroderma são conhecidos hoje, entretanto, ainda desconhecemos os locais precisos das mutações que levam a cada um destes tipos.
É uma doença genética na qual o portador possui uma dificuldade em reverter as agressões que a radiação solar provoca no DNA (código genético) das células da pele. Nas pessoas normais, um mecanismo corrige as alterações causadas pela radiação UV no DNA e, por isto, os malefícios provocados pelo sol só vão aparecer com o dano acumulado após muitos anos.
Devido à deficiência deste mecanismo de correção, os pacientes de xeroderma pigmentoso desenvolvem rapidamente lesões degenerativas na pele, tais como sardas, manchas e diversos cânceres da pele, em um processo acelerado de fotoenvelhecimento.
Manifestações clínicas
Ainda durante a infância, a criança que sofre de xeroderma pigmentoso apresenta um número excessivo de sardas e a pele mais ressecada que o normal. Rapidamente a pele fica áspera e se desenvolvem as ceratoses solares, lesões que, usualmente, só surgiriam na idade adulta ou na velhice nas pessoas que se expuseram muito ao sol.
Com a evolução da doença se inicia o surgimento dos mais variados tipos de câncer da pele: carcinomas basocelular e espinocelular, melanomas e sarcomas.
Na foto abaixo, vemos as mãos de uma paciente de 17 anos de idade, mostrando características de uma pele bastante alterada e envelhecida pelo sol, apesar da pouca idade.
Mesmo em indivíduos negros ou morenos, nos quais estas alterações são raras, a pele dos pacientes acometidos pela doença adquire estas características, que normalmente só estão presentes em pessoas brancas, de idade avançada e que se expuseram muito ao sol ao longo de toda a vida.
Tratamento
A melhor forma de tratar o xeroderma é diagnosticá-lo o mais cedo possível e evitar radicalmente a exposição à radiação solar ou qualquer outra fonte de radiação ultra-violeta.
A acitretina, medicamento do grupo dos retinóides, tem sido utilizada para controlar a progressão das alterações cutâneas, tendo que ser tomada continuamente. Além disso, as lesões de pré-câncer e de câncer que forem surgindo devem ser tratadas, através de criocirurgia (quando possível) ou remoção cirúrgica.
Como se trata de uma doença genética, não temos ainda como curá-la até existir tecnologia suficiente para identificar e consertar o gen que a causa. Existem várias formas diferentes de xeroderma pigmentoso, provavelmente, cada uma representa um defeito em um ou mais gens específicos. Mais de 10 tipos de xeroderma são conhecidos hoje, entretanto, ainda desconhecemos os locais precisos das mutações que levam a cada um destes tipos.
Xantelasma
O que é?
São lesões cutâneas da região palpebral provocadas pelo depósito de lipídeos (gordura) na pele. Podem estar relacionados com alterações dos lipídeos sanguíneos mas também podem ser decorrentes apenas de alterações locais do metabolismo das gorduras.Manifestações clínicas
Atingem as regiões palpebrais superiores e/ou inferiores. As lesões são planas e amareladas e tem consistência mais endurecida que a pele ao redor. Não causam qualquer sintoma local e o incômodo é apenas estético.
Tratamento
O tratamento visa a destruição ou remoção das lesões. Pode ser através da aplicação de substâncias cáusticas para a cauterização química, eletrocoagulação, laser ou retirada cirúrgica com fechamento por sutura (pontos). A escolha do tipo de tratamento vai depender da extensão das lesões e de cada caso, devendo ser indicado pelo dermatologista.
São lesões cutâneas da região palpebral provocadas pelo depósito de lipídeos (gordura) na pele. Podem estar relacionados com alterações dos lipídeos sanguíneos mas também podem ser decorrentes apenas de alterações locais do metabolismo das gorduras.Manifestações clínicas
Atingem as regiões palpebrais superiores e/ou inferiores. As lesões são planas e amareladas e tem consistência mais endurecida que a pele ao redor. Não causam qualquer sintoma local e o incômodo é apenas estético.
Tratamento
O tratamento visa a destruição ou remoção das lesões. Pode ser através da aplicação de substâncias cáusticas para a cauterização química, eletrocoagulação, laser ou retirada cirúrgica com fechamento por sutura (pontos). A escolha do tipo de tratamento vai depender da extensão das lesões e de cada caso, devendo ser indicado pelo dermatologista.
Vitiligo
O que é?
Doença de causa desconhecida, o vitiligo caracteriza-se pela presença de manchas acrômicas (sem pigmentação) na pele. As lesões formam-se devido à diminuição ou ausência de melanócitos (células responsáveis pela formação do pigmento melanina, que dá cor à pele) nos locais afetados.
A causa disto ainda não está clara mas fenômenos auto-imunes parecem estar associados ao vitiligo. Além disso, é comum a correlação com alterações ou traumas emocionais que poderiam atuar como fatores de desencadeamento ou agravação da doença.
Manifestações clínicas
As manchas típicas do vitiligo são brancas, com total ausência de pigmento. Têm limites bem definidos e podem apresentar um fino halo de pele mais escura ao seu redor. As lesões não apresentam quaisquer sintomas.
O vitiligo costuma atingir principalmente a face, extremidades dos membros, genitais, cotovelos e joelhos, mas pode chegar a acometer quase toda a pele. Quando atinge áreas pilosas, os pêlos ficam brancos.
O vitiligo tem curso crônico. Não há como prever a evolução da doença, que pode permanecer estável durante anos, voltar a se desenvolver ou regredir espontaneamente. Em um mesmo paciente podem ocorrer simultaneamente a regressão de algumas lesões enquanto outras se desenvolvem.
Uma característica da doença é que ferimentos na pele podem dar origem a novas lesões.
Apesar do vitiligo não causar nenhum prejuízo à saúde física, as alterações estéticas muitas vezes causam distúrbios psicológicos que podem prejudicar o convívio social. O grau de comprometimento emocional pode acabar interferindo negativamente na evolução da doença. Quando necessário, o acompanhamento psicológico dos pacientes em tratamento pode ser fundamental para um bom resultado.
Tratamento
O vitiligo se apresenta de forma e intensidade variada em cada paciente, portanto, o tratamento indicado pelo dermatologista deve ser individualizado, de acordo com cada caso.
Medicamentos que exercem ótimos resultados em alguns pacientes podem não ter efeito algum em outros. Muitas vezes, os resultados parecem estar mais relacionados ao paciente tratado do que ao tratamento em si.
As medicações visam corrigir as alterações imunes responsáveis pelo processo de despigmentação ou estimular os melanócitos presentes nas lesões a produzirem a melanina.
A repigmentação das lesões se dá a partir dos folículos pilosos, formando-se pontilhado pigmentar dentro das manchas. Estes pontos aumentam progressivamente coalescendo para fechar a lesão (foto abaixo).
Nos casos de vitiligo estável (quando não surgem novas lesões e as existentes não aumentam de tamanho), algumas técnicas cirúrgicas promovem a transferência de melanócitos obtidos em áreas de pele saudável para a área afetada. Uma vez incorporados ao tecido estes iniciam a produção de melanina repigmentando a lesão.
O vitiligo é uma doença que tem tratamento, mas este é demorado e exige paciência. No caso das crianças, é importante que os pais tentem se controlar para não transmitir sua ansiedade para elas, fazendo-as pensar que sofrem de uma doença grave, o que só trará dificuldades ao tratamento . É importante lembrar que o vitiligo não traz nenhuma alteração de saúde apesar do grande distúrbio estético.
Veja informações sobre tratamento cirúrgico do vitiligo, tratamento do vitiligo em crianças e como a emoção pode afetar a doença.
Doença de causa desconhecida, o vitiligo caracteriza-se pela presença de manchas acrômicas (sem pigmentação) na pele. As lesões formam-se devido à diminuição ou ausência de melanócitos (células responsáveis pela formação do pigmento melanina, que dá cor à pele) nos locais afetados.
A causa disto ainda não está clara mas fenômenos auto-imunes parecem estar associados ao vitiligo. Além disso, é comum a correlação com alterações ou traumas emocionais que poderiam atuar como fatores de desencadeamento ou agravação da doença.
Manifestações clínicas
As manchas típicas do vitiligo são brancas, com total ausência de pigmento. Têm limites bem definidos e podem apresentar um fino halo de pele mais escura ao seu redor. As lesões não apresentam quaisquer sintomas.
O vitiligo costuma atingir principalmente a face, extremidades dos membros, genitais, cotovelos e joelhos, mas pode chegar a acometer quase toda a pele. Quando atinge áreas pilosas, os pêlos ficam brancos.
O vitiligo tem curso crônico. Não há como prever a evolução da doença, que pode permanecer estável durante anos, voltar a se desenvolver ou regredir espontaneamente. Em um mesmo paciente podem ocorrer simultaneamente a regressão de algumas lesões enquanto outras se desenvolvem.
Uma característica da doença é que ferimentos na pele podem dar origem a novas lesões.
Apesar do vitiligo não causar nenhum prejuízo à saúde física, as alterações estéticas muitas vezes causam distúrbios psicológicos que podem prejudicar o convívio social. O grau de comprometimento emocional pode acabar interferindo negativamente na evolução da doença. Quando necessário, o acompanhamento psicológico dos pacientes em tratamento pode ser fundamental para um bom resultado.
Tratamento
O vitiligo se apresenta de forma e intensidade variada em cada paciente, portanto, o tratamento indicado pelo dermatologista deve ser individualizado, de acordo com cada caso.
Medicamentos que exercem ótimos resultados em alguns pacientes podem não ter efeito algum em outros. Muitas vezes, os resultados parecem estar mais relacionados ao paciente tratado do que ao tratamento em si.
As medicações visam corrigir as alterações imunes responsáveis pelo processo de despigmentação ou estimular os melanócitos presentes nas lesões a produzirem a melanina.
A repigmentação das lesões se dá a partir dos folículos pilosos, formando-se pontilhado pigmentar dentro das manchas. Estes pontos aumentam progressivamente coalescendo para fechar a lesão (foto abaixo).
Nos casos de vitiligo estável (quando não surgem novas lesões e as existentes não aumentam de tamanho), algumas técnicas cirúrgicas promovem a transferência de melanócitos obtidos em áreas de pele saudável para a área afetada. Uma vez incorporados ao tecido estes iniciam a produção de melanina repigmentando a lesão.
O vitiligo é uma doença que tem tratamento, mas este é demorado e exige paciência. No caso das crianças, é importante que os pais tentem se controlar para não transmitir sua ansiedade para elas, fazendo-as pensar que sofrem de uma doença grave, o que só trará dificuldades ao tratamento . É importante lembrar que o vitiligo não traz nenhuma alteração de saúde apesar do grande distúrbio estético.
Veja informações sobre tratamento cirúrgico do vitiligo, tratamento do vitiligo em crianças e como a emoção pode afetar a doença.
Verruga Viral
O que é?
As verrugas virais são lesões causadas pelo papilomavírus humano (HPV). São auto-inoculáveis (podem se disseminar pela pele através do contato das lesões com áreas não atingidas) e transmitidas pelo contato direto com pessoas contaminadas.
Manifestações clínicas
As verrugas virais podem se apresentar de várias formas de acordo com a sua localização e formato:
Verruga vulgar: localizadas na superfície normal da pele, as lesões são elevadas, endurecidas, de superfície áspera e coloração esbranquiçada. Algumas apresentam pontilhado escuro. Isoladas ou coalescentes, podem variar de milímetros a centímetros de diâmetro. As áreas mais atingidas são as extremidades dos membros, sendo muito frequentes nas mãos, cotovelos e joelhos. Mais facilmente encontradas nas crianças e adolescentes.
Verruga peri-ungueal: são as verrugas vulgares que localizam-se ao redor das unhas. Devido ao fato de se extenderem para dentro da prega ungueal, este tipo de verruga pode ser de tratamento mais difícil.
Verruga plana juvenil: as lesões são pequenas, de superfície plana e em grande número. As regiões mais atingidas são a face e os membros. Mais frequentes em adolescentes.
Verruga plantar: localizadas nas plantas dos pés estas lesões crescem para dentro da pele, devido ao peso do corpo impedir o seu crescimento para fora. São, muitas vezes, confundidas com calosidades, porém, quando raspadas, as lesões mostram uma superfície irregular e pontos escuros no seu interior, o que as diferencia dos calos. As maiores costumam ser dolorosas ao pisar.
Verruga filiforme: mais frequente na face e no pescoço, este tipo de verruga forma lesão digitiforme (semelhantes a um dedo) que se projeta da superfície da pele. É mais facilmente encontrada nas pessoas idosas.
Verruga genital ou condiloma acuminado: este tipo de verruga é encontrado na região genital ou peri-anal. As lesões são mais macias e, quando localizadas nas mucosas, podem ser úmidas. A coloração varia de esbranquiçada a escura e o tamanho de pequeninos pontos a grandes lesões vegetantes (aspecto de couve-flor). Mais comum em adultos, pode ser adquirida por transmissão sexual. O achado de verrugas genitais em crianças deve levantar a suspeita de abuso sexual.
Tratamento
O tratamento das verrugas consiste na sua destruição, que pode ser feita através de procedimentos cirúrgicos (eletrocoagulação e curetagem), pela cauterização química das lesões (uso de substâncias cáusticas sobre as lesões), pela criocirurgia (destruição das lesões por congelamento com nitrogênio líquido) ou pelo uso local de substâncias conhecidas como imunomoduladores, utilizadas para o tratamento de verrugas resistentes aos tratamentos convencionais.
Abaixo, um exemplo de verruga plantar tratada com uma sessão de criocirurgia. Além do efeito do congelamento, parece que o processo inflamatório resultante deste tratamento favorece o reconhecimento do vírus como um agente agressor, com consequente formação de anticorpos para combatê-lo.
Quando as lesões ocorrem em grande número, pode ser necessária a estimulação imunológica do paciente para que o seu próprio organismo elimine as lesões. O tratamento adequado para cada caso deve ser indicado pelo médico dermatologista.
Associar ao tratamento o estímulo psicológico pode ser de grande ajuda, principalmente no caso das crianças. É conhecido o fato de alguém jurar que ficou curado após fazer uma simpatia. O que ocorre é que, sendo um doença viral, o estímulo à defesa orgânica pelo subconsciente pode ajudar o organismo a adquirir imunidade contra o vírus e eliminar as lesões.
As verrugas virais são lesões causadas pelo papilomavírus humano (HPV). São auto-inoculáveis (podem se disseminar pela pele através do contato das lesões com áreas não atingidas) e transmitidas pelo contato direto com pessoas contaminadas.
Manifestações clínicas
As verrugas virais podem se apresentar de várias formas de acordo com a sua localização e formato:
Verruga vulgar: localizadas na superfície normal da pele, as lesões são elevadas, endurecidas, de superfície áspera e coloração esbranquiçada. Algumas apresentam pontilhado escuro. Isoladas ou coalescentes, podem variar de milímetros a centímetros de diâmetro. As áreas mais atingidas são as extremidades dos membros, sendo muito frequentes nas mãos, cotovelos e joelhos. Mais facilmente encontradas nas crianças e adolescentes.
Verruga peri-ungueal: são as verrugas vulgares que localizam-se ao redor das unhas. Devido ao fato de se extenderem para dentro da prega ungueal, este tipo de verruga pode ser de tratamento mais difícil.
Verruga plana juvenil: as lesões são pequenas, de superfície plana e em grande número. As regiões mais atingidas são a face e os membros. Mais frequentes em adolescentes.
Verruga plantar: localizadas nas plantas dos pés estas lesões crescem para dentro da pele, devido ao peso do corpo impedir o seu crescimento para fora. São, muitas vezes, confundidas com calosidades, porém, quando raspadas, as lesões mostram uma superfície irregular e pontos escuros no seu interior, o que as diferencia dos calos. As maiores costumam ser dolorosas ao pisar.
Verruga filiforme: mais frequente na face e no pescoço, este tipo de verruga forma lesão digitiforme (semelhantes a um dedo) que se projeta da superfície da pele. É mais facilmente encontrada nas pessoas idosas.
Verruga genital ou condiloma acuminado: este tipo de verruga é encontrado na região genital ou peri-anal. As lesões são mais macias e, quando localizadas nas mucosas, podem ser úmidas. A coloração varia de esbranquiçada a escura e o tamanho de pequeninos pontos a grandes lesões vegetantes (aspecto de couve-flor). Mais comum em adultos, pode ser adquirida por transmissão sexual. O achado de verrugas genitais em crianças deve levantar a suspeita de abuso sexual.
Tratamento
O tratamento das verrugas consiste na sua destruição, que pode ser feita através de procedimentos cirúrgicos (eletrocoagulação e curetagem), pela cauterização química das lesões (uso de substâncias cáusticas sobre as lesões), pela criocirurgia (destruição das lesões por congelamento com nitrogênio líquido) ou pelo uso local de substâncias conhecidas como imunomoduladores, utilizadas para o tratamento de verrugas resistentes aos tratamentos convencionais.
Abaixo, um exemplo de verruga plantar tratada com uma sessão de criocirurgia. Além do efeito do congelamento, parece que o processo inflamatório resultante deste tratamento favorece o reconhecimento do vírus como um agente agressor, com consequente formação de anticorpos para combatê-lo.
Quando as lesões ocorrem em grande número, pode ser necessária a estimulação imunológica do paciente para que o seu próprio organismo elimine as lesões. O tratamento adequado para cada caso deve ser indicado pelo médico dermatologista.
Associar ao tratamento o estímulo psicológico pode ser de grande ajuda, principalmente no caso das crianças. É conhecido o fato de alguém jurar que ficou curado após fazer uma simpatia. O que ocorre é que, sendo um doença viral, o estímulo à defesa orgânica pelo subconsciente pode ajudar o organismo a adquirir imunidade contra o vírus e eliminar as lesões.
Urticária
O que é?
É um quadro frequente, cuja característica principal é o surgimento de placas elevadas e avermelhadas na pele, acompanhadas de muita coceira. Entre os fatores desencadeantes mais envolvidos estão os medicamentos, alimentos, substâncias inaladas (perfumes, poeira, inseticidas, desodorantes...), infecções e agentes físicos (frio, calor ou pressão). Pode ocorrer em qualquer idade.
Os fatores desencadeantes ativam os mastócitos (um tipo especial de célula presente em nossa pele), que liberam substâncias químicas responsáveis pelos sintomas. A principal destas substâncias é a histamina.
Manifestações clínicas
A urticária pode ser aguda, quando as lesões desaparecem após alguns dias, ou crônica, quando persistem por várias semanas.
Na urticária aguda, geralmente o quadro é mais intenso. As lesões variam desde pequenos pontos avermelhados a placas maiores, avermelhadas e edemaciadas (inchadas), que podem se juntar atingindo grandes áreas. As lesões tendem a ter duração curta, desaparecendo e surgindo novamente em outros locais. Toda a superfície da pele pode ser atingida e o prurido (coceira) geralmente é muito forte.
Existe um tipo de urticária que se manifesta de forma muito intensa, o edema de Quincke, cuja principal característica é o inchaço. Manifesta-se frequentemente na face, com grande edema (inchaço) de lábios e pálpebras. Esta forma pode ser perigosa se o edema atingir a laringe, dificultando a respiração e levando à asfixia.
Na urticária crônica, o quadro é menos intenso, mas de longa duração. As lesões tendem a ser menores e podem existir continuamente ou desaparecer por um período para reaparecer posteriormente.
Formas específicas de urticária que vale a pena citar são:
Dermografismo, quando forma-se uma placa de urticária linear após friccionar-se a pele (foto abaixo);
Urticária por pressão, que forma lesões em áreas da pele que sofrem pressão contínua (por exemplo: área do sutiã ou do elástico da calça);
Urticária por frio, quando surgem lesões após exposição ao frio (banhos de mar ou piscina com água gelada).
Dermografismo
Tratamento
O tratamento da urticária visa inicialmente combater os sintomas provocados pela ação da histamina, e portanto, os anti-histamínicos são os medicamentos indicados. Produtos de uso local, como loções calmantes com mentol e cânfora, ajudam a aliviar a coceira.
No caso do edema de Quincke, a medicação deve ser iniciada com urgência e pode ser necessário o uso de corticosteróides de ação rápida, além dos anti-histamínicos, para evitar o edema da laringe.
No caso das urticárias crônicas, além da medicação sintomática, é importante descobrir o que está causando a urticária. Entretanto, muitas vezes, a causa permanece desconhecida. Vale ressaltar que até fenômenos emocionais podem desencadear ou prolongar a doença. O médico dermatologista é o profissional indicado para o tratamento das urticárias.
É um quadro frequente, cuja característica principal é o surgimento de placas elevadas e avermelhadas na pele, acompanhadas de muita coceira. Entre os fatores desencadeantes mais envolvidos estão os medicamentos, alimentos, substâncias inaladas (perfumes, poeira, inseticidas, desodorantes...), infecções e agentes físicos (frio, calor ou pressão). Pode ocorrer em qualquer idade.
Os fatores desencadeantes ativam os mastócitos (um tipo especial de célula presente em nossa pele), que liberam substâncias químicas responsáveis pelos sintomas. A principal destas substâncias é a histamina.
Manifestações clínicas
A urticária pode ser aguda, quando as lesões desaparecem após alguns dias, ou crônica, quando persistem por várias semanas.
Na urticária aguda, geralmente o quadro é mais intenso. As lesões variam desde pequenos pontos avermelhados a placas maiores, avermelhadas e edemaciadas (inchadas), que podem se juntar atingindo grandes áreas. As lesões tendem a ter duração curta, desaparecendo e surgindo novamente em outros locais. Toda a superfície da pele pode ser atingida e o prurido (coceira) geralmente é muito forte.
Existe um tipo de urticária que se manifesta de forma muito intensa, o edema de Quincke, cuja principal característica é o inchaço. Manifesta-se frequentemente na face, com grande edema (inchaço) de lábios e pálpebras. Esta forma pode ser perigosa se o edema atingir a laringe, dificultando a respiração e levando à asfixia.
Na urticária crônica, o quadro é menos intenso, mas de longa duração. As lesões tendem a ser menores e podem existir continuamente ou desaparecer por um período para reaparecer posteriormente.
Formas específicas de urticária que vale a pena citar são:
Dermografismo, quando forma-se uma placa de urticária linear após friccionar-se a pele (foto abaixo);
Urticária por pressão, que forma lesões em áreas da pele que sofrem pressão contínua (por exemplo: área do sutiã ou do elástico da calça);
Urticária por frio, quando surgem lesões após exposição ao frio (banhos de mar ou piscina com água gelada).
Dermografismo
Tratamento
O tratamento da urticária visa inicialmente combater os sintomas provocados pela ação da histamina, e portanto, os anti-histamínicos são os medicamentos indicados. Produtos de uso local, como loções calmantes com mentol e cânfora, ajudam a aliviar a coceira.
No caso do edema de Quincke, a medicação deve ser iniciada com urgência e pode ser necessário o uso de corticosteróides de ação rápida, além dos anti-histamínicos, para evitar o edema da laringe.
No caso das urticárias crônicas, além da medicação sintomática, é importante descobrir o que está causando a urticária. Entretanto, muitas vezes, a causa permanece desconhecida. Vale ressaltar que até fenômenos emocionais podem desencadear ou prolongar a doença. O médico dermatologista é o profissional indicado para o tratamento das urticárias.
Unha encravada
O que é?
A unha encravada ocorre quando uma de suas pontas enterra na pele ao seu redor. Isto acontece porque a pele forma uma barreira ao seu crescimento e, como a unha não pára de crescer e é mais dura, ela penetra na pele causando dor e inflamação.
A causa é, geralmente, o hábito errado de se cortar os cantos das unhas. Isto causa a formação de uma ponta na extremidade cortada e permite que, com o peso do corpo, a pele que antes estava embaixo da unha, se projete para cima e entre na frente da mesma. Com o crescimento, a unha encrava neste local.
O uso de sapatos de pontas finas também facilita o encravamento das unhas. Em crianças recém-nascidas, o uso de macacões com pés fechados também podem ocasionar o problema se não forem bem folgados.
Manifestações clínicas
Os dedos mais atingidos são os dos pés, principalmente os "dedões" e as unhas encravam quase sempre pelos cantos. O quadro se inicia com dor local que vai aumentando de intensidade e pode se tornar insuportável. A pele ao redor da unha fica inflamada, inchada e avermelhada, podendo haver eliminação de pus e formação de um granuloma piogênico (carne esponjosa), a área vermelha vista na foto abaixo.
Tratamento
Para evitar o encravamento das unhas, nunca as corte pelos cantos, mantendo sempre as pontas livres. As unhas dos pés devem ser cortadas retas. Evite cortar as unhas curtas demais, deixando sempre uma pequena faixa de borda livre (aquela parte branca). Evite usar calçados apertados.
O tratamento varia de acordo com a intensidade de cada caso. Desde medidas simples, como o afastamento da pele inflamada por um chumaço de algodão até procedimentos cirúrgicos para remover o tecido inflamado ou destruir a matriz da unha no canto onde ela encrava podem ser necessários. A extração da unha deve ser evitada pois, quando ela voltar a crescer, pode encravar novamente. O tratamento cirúrgico visa desobstruir a passagem da unha, que pode então crescer livremente.
Em caso de infecção secundária, pode ser necessário o uso de antibióticos de uso local ou via oral. O granuloma piogênico (carne esponjosa), quando ocorre, deve ser cauterizado com substâncias químicas ou então através de eletrocoagulação. O tratamento ideal para a unha encravada deve ser determinado pelo dermatologista.
A unha encravada ocorre quando uma de suas pontas enterra na pele ao seu redor. Isto acontece porque a pele forma uma barreira ao seu crescimento e, como a unha não pára de crescer e é mais dura, ela penetra na pele causando dor e inflamação.
A causa é, geralmente, o hábito errado de se cortar os cantos das unhas. Isto causa a formação de uma ponta na extremidade cortada e permite que, com o peso do corpo, a pele que antes estava embaixo da unha, se projete para cima e entre na frente da mesma. Com o crescimento, a unha encrava neste local.
O uso de sapatos de pontas finas também facilita o encravamento das unhas. Em crianças recém-nascidas, o uso de macacões com pés fechados também podem ocasionar o problema se não forem bem folgados.
Manifestações clínicas
Os dedos mais atingidos são os dos pés, principalmente os "dedões" e as unhas encravam quase sempre pelos cantos. O quadro se inicia com dor local que vai aumentando de intensidade e pode se tornar insuportável. A pele ao redor da unha fica inflamada, inchada e avermelhada, podendo haver eliminação de pus e formação de um granuloma piogênico (carne esponjosa), a área vermelha vista na foto abaixo.
Tratamento
Para evitar o encravamento das unhas, nunca as corte pelos cantos, mantendo sempre as pontas livres. As unhas dos pés devem ser cortadas retas. Evite cortar as unhas curtas demais, deixando sempre uma pequena faixa de borda livre (aquela parte branca). Evite usar calçados apertados.
O tratamento varia de acordo com a intensidade de cada caso. Desde medidas simples, como o afastamento da pele inflamada por um chumaço de algodão até procedimentos cirúrgicos para remover o tecido inflamado ou destruir a matriz da unha no canto onde ela encrava podem ser necessários. A extração da unha deve ser evitada pois, quando ela voltar a crescer, pode encravar novamente. O tratamento cirúrgico visa desobstruir a passagem da unha, que pode então crescer livremente.
Em caso de infecção secundária, pode ser necessário o uso de antibióticos de uso local ou via oral. O granuloma piogênico (carne esponjosa), quando ocorre, deve ser cauterizado com substâncias químicas ou então através de eletrocoagulação. O tratamento ideal para a unha encravada deve ser determinado pelo dermatologista.
Úlcera venosa ou úlcera de estase
O que é?
Ferida que surge nas pernas e/ou pés em consequência da dificuldade do sangue voltar para o coração. Tal dificuldade surge por uma incompetência das veias das pernas em levar o sangue para cima. A doença está relacionada, principalmente, a uma tendência genética.
Entretanto, esta dificuldade irá se manifestar mais precocemente em indivíduos sedentários, obesos ou que permanecem longos períodos em pé ou sentados. É também muito frequente em trabalhadores da aviação.
Manifestações clínicas
As úlceras são feridas abertas e fundas nos membros inferiores, em geral pouco dolorosas, que demoram muito para cicatrizar. Localizam-se preferencialmente sobre os ossos dos tornozelos e costumam surgir após leves traumatismos. Forma-se uma pequena ferida que não cicatriza e vai gradativamente aumentando de tamanho.
Comumente estão acompanhadas de varizes, inchaço e manchas marrons nas pernas. Pode haver inflamação, com vermelhidão e presença de secreção purulenta (pus).
Também é comum existirem áreas de alergia ao redor das feridas. É o eczema de estase, que forma placas avermelhadas, descamativas e com coceira.
Tratamento
O mais importante são as medidas gerais. Procurar movimentar as pernas e pés o máximo possível é fundamental. O simples movimento de contrair os dedos dos pés repetidamente ajuda muito a fazer o sangue fluir perna acima. Atividades físicas como caminhar, pedalar e nadar são excelentes. A musculação não está indicada.
O uso de meias elásticas é outra medida de grande importância. Estas devem ser calçadas ao acordar, de preferência antes de sair da cama. Antes de dormir, elas devem ser removidas. Existem vários tipos de meias elásticas. A de compressão suave ajuda muito pouco e é recomendada apenas como "adaptação" para as de média e forte compressão. Meias elásticas não podem ser utilizadas sem indicação médica. Alguns tipos de úlceras das pernas, como as úlceras hipertensivas, podem se agravar com o uso delas.
É importante permanecer o máximo de tempo possível com as pernas elevadas. Utilizar uma almofada abaixo dos calcanhares quando for se deitar, ler ou assistir televisão, é uma ótima medida. Esta elevação não precisa ser exagerada. Basta estar acima do nível do coração.
A maior parte das pessoas irá melhorar apenas com estas medidas. Curativos são úteis e devem ser orientados pelo médico. Hoje em dia existem várias opções de curativos que muito aceleram a cicatrização destas úlceras, se as medidas gerais forem rigorosamente cumpridas.
Apesar de cremes antibióticos ainda serem regularmente prescritos por muitos médicos, estes estão cada vez mais caindo em desuso pela resistência bacteriana que causam e pelos estudos não evidenciarem benefícios com eles. Antibióticos orais só devem ser receitados em casos de infecção comprovada ou forte suspeita. Erisipela é frequente nestes pacientes. É um quadro grave que deve ser tratado com antibióticos sistêmicos o mais rapidamente possível.
Medicamentos vasodilatadores periféricos podem ser utilizados, porém com resultados variados. Remédios que visam "afinar" o sangue também podem ser úteis.
Em resumo, o combate à obesidade e ao sedentarismo, o uso de meias elásticas, quando indicado, e as medidas gerais como um todo são as principais armas para o combate das úlceras venosas
Ferida que surge nas pernas e/ou pés em consequência da dificuldade do sangue voltar para o coração. Tal dificuldade surge por uma incompetência das veias das pernas em levar o sangue para cima. A doença está relacionada, principalmente, a uma tendência genética.
Entretanto, esta dificuldade irá se manifestar mais precocemente em indivíduos sedentários, obesos ou que permanecem longos períodos em pé ou sentados. É também muito frequente em trabalhadores da aviação.
Manifestações clínicas
As úlceras são feridas abertas e fundas nos membros inferiores, em geral pouco dolorosas, que demoram muito para cicatrizar. Localizam-se preferencialmente sobre os ossos dos tornozelos e costumam surgir após leves traumatismos. Forma-se uma pequena ferida que não cicatriza e vai gradativamente aumentando de tamanho.
Comumente estão acompanhadas de varizes, inchaço e manchas marrons nas pernas. Pode haver inflamação, com vermelhidão e presença de secreção purulenta (pus).
Também é comum existirem áreas de alergia ao redor das feridas. É o eczema de estase, que forma placas avermelhadas, descamativas e com coceira.
Tratamento
O mais importante são as medidas gerais. Procurar movimentar as pernas e pés o máximo possível é fundamental. O simples movimento de contrair os dedos dos pés repetidamente ajuda muito a fazer o sangue fluir perna acima. Atividades físicas como caminhar, pedalar e nadar são excelentes. A musculação não está indicada.
O uso de meias elásticas é outra medida de grande importância. Estas devem ser calçadas ao acordar, de preferência antes de sair da cama. Antes de dormir, elas devem ser removidas. Existem vários tipos de meias elásticas. A de compressão suave ajuda muito pouco e é recomendada apenas como "adaptação" para as de média e forte compressão. Meias elásticas não podem ser utilizadas sem indicação médica. Alguns tipos de úlceras das pernas, como as úlceras hipertensivas, podem se agravar com o uso delas.
É importante permanecer o máximo de tempo possível com as pernas elevadas. Utilizar uma almofada abaixo dos calcanhares quando for se deitar, ler ou assistir televisão, é uma ótima medida. Esta elevação não precisa ser exagerada. Basta estar acima do nível do coração.
A maior parte das pessoas irá melhorar apenas com estas medidas. Curativos são úteis e devem ser orientados pelo médico. Hoje em dia existem várias opções de curativos que muito aceleram a cicatrização destas úlceras, se as medidas gerais forem rigorosamente cumpridas.
Apesar de cremes antibióticos ainda serem regularmente prescritos por muitos médicos, estes estão cada vez mais caindo em desuso pela resistência bacteriana que causam e pelos estudos não evidenciarem benefícios com eles. Antibióticos orais só devem ser receitados em casos de infecção comprovada ou forte suspeita. Erisipela é frequente nestes pacientes. É um quadro grave que deve ser tratado com antibióticos sistêmicos o mais rapidamente possível.
Medicamentos vasodilatadores periféricos podem ser utilizados, porém com resultados variados. Remédios que visam "afinar" o sangue também podem ser úteis.
Em resumo, o combate à obesidade e ao sedentarismo, o uso de meias elásticas, quando indicado, e as medidas gerais como um todo são as principais armas para o combate das úlceras venosas
Tungíase ("bicho de pé")
O que é?
Doença causada pela Tunga penetrans, um tipo de pulga encontrada no solo, principalmente em pastos. A pulga fêmea penetra a pele, onde suga o sangue do hospedeiro e começa a produzir ovos que se desenvolvem e serão posteriormente eliminados no solo.
Manifestações clínicas
A lesão tem formato circular, é elevada e de cor amarelada, com ponto preto central. As áreas mais afetadas são os pés e é comum haver coceira. Pode ocorrer infecção secundária, com dor local e secreção purulenta.
Tungíase no pé Após remoção
Tratamento
Para evitar a contaminação pelo "bicho de pé", evite andar descalço em lugares frequentados por animais como vacas e porcos.
O tratamento consiste na remoção completa da pulga com agulha cortante ou bisturi. Deve ser feito por um médico dermatologista. Em caso de infecção secundária, pode ser necessário o uso de antibióticos locais.
Doença causada pela Tunga penetrans, um tipo de pulga encontrada no solo, principalmente em pastos. A pulga fêmea penetra a pele, onde suga o sangue do hospedeiro e começa a produzir ovos que se desenvolvem e serão posteriormente eliminados no solo.
Manifestações clínicas
A lesão tem formato circular, é elevada e de cor amarelada, com ponto preto central. As áreas mais afetadas são os pés e é comum haver coceira. Pode ocorrer infecção secundária, com dor local e secreção purulenta.
Tungíase no pé Após remoção
Tratamento
Para evitar a contaminação pelo "bicho de pé", evite andar descalço em lugares frequentados por animais como vacas e porcos.
O tratamento consiste na remoção completa da pulga com agulha cortante ou bisturi. Deve ser feito por um médico dermatologista. Em caso de infecção secundária, pode ser necessário o uso de antibióticos locais.
Siringoma
O que é?
Tumor benigno derivado dos ductos de glândulas sudoríparas. A tendência ao surgimento é genética e atinge principalmente as mulheres.
Manifestações clínicas
A doença caracteriza-se pela formação de lesões pequenas (2 a 5 mm), da cor da pele ou amareladas, um pouco elevadas e de consistência levemente endurecida. Localizam-se preferencialmente nas pálpebras e regiões ao redor dos olhos. Não apresentam qualquer sintoma associado. Podem ser poucas ou em grande número.
Tratamento
Não existe uma forma de se evitar o surgimento das lesões. O tratamento pode ser feito através de cauterização química, eletrocoagulação, dermoabrasão ou retirada cirúrgica das lesões. (Veja informações sobre estes procedimentos). Estes são tratamentos médicos que devem ser realizados pelo dermatologista.
Tumor benigno derivado dos ductos de glândulas sudoríparas. A tendência ao surgimento é genética e atinge principalmente as mulheres.
Manifestações clínicas
A doença caracteriza-se pela formação de lesões pequenas (2 a 5 mm), da cor da pele ou amareladas, um pouco elevadas e de consistência levemente endurecida. Localizam-se preferencialmente nas pálpebras e regiões ao redor dos olhos. Não apresentam qualquer sintoma associado. Podem ser poucas ou em grande número.
Tratamento
Não existe uma forma de se evitar o surgimento das lesões. O tratamento pode ser feito através de cauterização química, eletrocoagulação, dermoabrasão ou retirada cirúrgica das lesões. (Veja informações sobre estes procedimentos). Estes são tratamentos médicos que devem ser realizados pelo dermatologista.
Sardas
O que são?
As sardas são manchas causadas pelo aumento da melanina (pigmento que dá cor à pele) na pele. Existe uma tendência familiar e surgem principalmente nas pessoas de pele clara (fototipo I e II) e ruivas. São causadas pela exposição continuada da pele ao sol e tendem a escurecer mais durante o verão.
Manifestações clínicas
As sardas se localizam principalmente nos locais da pele mais atingidos por queimaduras solares, como a face, ombros e colo. São manchas arredondadas ou geométricas de cor castanho ou marrom.
Tratamento
Evitando-se a exposição solar, as sardas tendem a clarear gradualmente. No entanto, o tratamento acelera o seu clareamento.
O tratamento inclui o uso de protetores solares sempre que houver exposição da pele ao sol ou mormaço e no uso de substâncias despigmentantes associadas a alguns tipos de ácidos. Peelings superficiais podem acelerar o processo. O tratamento deve ser orientado de acordo com cada caso, pelo médico dermatologista.
As sardas são manchas causadas pelo aumento da melanina (pigmento que dá cor à pele) na pele. Existe uma tendência familiar e surgem principalmente nas pessoas de pele clara (fototipo I e II) e ruivas. São causadas pela exposição continuada da pele ao sol e tendem a escurecer mais durante o verão.
Manifestações clínicas
As sardas se localizam principalmente nos locais da pele mais atingidos por queimaduras solares, como a face, ombros e colo. São manchas arredondadas ou geométricas de cor castanho ou marrom.
Tratamento
Evitando-se a exposição solar, as sardas tendem a clarear gradualmente. No entanto, o tratamento acelera o seu clareamento.
O tratamento inclui o uso de protetores solares sempre que houver exposição da pele ao sol ou mormaço e no uso de substâncias despigmentantes associadas a alguns tipos de ácidos. Peelings superficiais podem acelerar o processo. O tratamento deve ser orientado de acordo com cada caso, pelo médico dermatologista.
Quelóide
O que é?
O quelóide é uma lesão proliferativa, formada por tecido de cicatrização, fibroso, secundária a um traumatismo da pele. Há uma predisposição individual para o seu aparecimento, sendo mais comum em negros e mestiços.
A acne do tronco pode dar origem a lesões queloideanas (acne queloideano) e também um tipo de foliculite que ocorre na nuca (foliculite queloideana).
Manifestações clínicas
O quelóide é uma lesão tumoral, de superfície lisa e consistência endurecida. No início, geralmente tem cor rósea ou avermelhada adquirindo, mais tarde, cor semelhante à pele normal ou escurecida. A região anterior do tórax e os ombros são localização frequente de quelóides.
Difere das cicatrizes hipertróficas, nas quais o tecido cicatricial aumentado não excede a localização do traumatismo e tende a se reduzir com o passar do tempo.
Nas fotos abaixo, percebe-se que o quelóide mudou de forma e aumentou de tamanho, mas a cor tornou-se menos avermelhada e mais semelhante à da pele.
Mesmo pequenos traumatismos, como um furo de orelha (foto abaixo) podem dar origem a quelóides.
Tratamento
O tratamento do quelóide é muitas vezes difícil, sendo frequente o seu retorno. A retirada cirúrgica deve sempre ser acompanhada de outros tratamentos, como infiltração de corticosteróides, compressão ou radioterapia. A crioterapia com nitrogênio líquido (tratamento que congela o quelóide), precedendo a infiltração, também pode trazer bons resultados.
A associação das técnicas de tratamento aumenta a chance de cura e deve ser determinada de acordo com cada caso.
O quelóide é uma lesão proliferativa, formada por tecido de cicatrização, fibroso, secundária a um traumatismo da pele. Há uma predisposição individual para o seu aparecimento, sendo mais comum em negros e mestiços.
A acne do tronco pode dar origem a lesões queloideanas (acne queloideano) e também um tipo de foliculite que ocorre na nuca (foliculite queloideana).
Manifestações clínicas
O quelóide é uma lesão tumoral, de superfície lisa e consistência endurecida. No início, geralmente tem cor rósea ou avermelhada adquirindo, mais tarde, cor semelhante à pele normal ou escurecida. A região anterior do tórax e os ombros são localização frequente de quelóides.
Difere das cicatrizes hipertróficas, nas quais o tecido cicatricial aumentado não excede a localização do traumatismo e tende a se reduzir com o passar do tempo.
Nas fotos abaixo, percebe-se que o quelóide mudou de forma e aumentou de tamanho, mas a cor tornou-se menos avermelhada e mais semelhante à da pele.
Mesmo pequenos traumatismos, como um furo de orelha (foto abaixo) podem dar origem a quelóides.
Tratamento
O tratamento do quelóide é muitas vezes difícil, sendo frequente o seu retorno. A retirada cirúrgica deve sempre ser acompanhada de outros tratamentos, como infiltração de corticosteróides, compressão ou radioterapia. A crioterapia com nitrogênio líquido (tratamento que congela o quelóide), precedendo a infiltração, também pode trazer bons resultados.
A associação das técnicas de tratamento aumenta a chance de cura e deve ser determinada de acordo com cada caso.
Psoríase
O que é?
A psoríase é uma doença da pele bastante frequente. Atinge igualmente homens e mulheres, principalmente na faixa etária entre 20 e 40 anos, mas pode surgir em qualquer fase da vida. Sua causa é desconhecida. Fenômenos emocionais são frequentemente relacionados com o seu surgimento ou sua agravação, provavelmente atuando como fatores desencadeantes de uma predisposição genética para a doença. Cerca de 30% das pessoas que têm psoríase apresentam história de familiares também acometidos.
Não é uma doença contagiosa e não há necessidade de evitar o contato físico com outras pessoas.
Manifestações clínicas
Pode apresentar-se de várias maneiras, desde formas mínimas, com pouquíssimas lesões, até a psoríase eritrodérmica, na qual toda a pele está comprometida. A forma mais frequente de apresentação é a psoríase em placas, caracterizada pelo surgimento de lesões avermelhadas e descamativas (foto) na pele, bem limitadas e de evolução crônica.
A psoríase em placas, em geral, se apresenta com poucas lesões mas, em alguns casos, estas podem ser numerosas e atingir grandes áreas do corpo.
Por serem lesões secas, as escamas da psoríase podem se tornar grossas e esbranquiçadas (foto abaixo) e as localizações mais frequentes são os cotovelos, joelhos, couro cabeludo e tronco.
É comum ocorrerem fases de melhora e de piora. Quando as placas regridem, costumam deixar área de pele mais clara no local afetado.
Outra característica, chamada de fenômeno de Koebner, caracteriza-se pela formação de lesões lineares em áreas de trauma cutâneo, como arranhões. As lesões de psoríase são geralmente assintomáticas, mas pode haver prurido discreto (coceira).
Apresentações menos comuns são a psoríase ungueal (foto abaixo), com lesões apenas nas unhas, a psoríase pustulosa, com formação de pústulas principalmente nas palmas das mãos e plantas dos pés e a artrite psoriásica que, mais comum nos dedos das mãos, caracteriza-se por inflamação articular que pode causar até a destruição da articulação.
Outra forma de apresentação é a psoríase gutata (foto abaixo), com surgimento eruptivo de pequenas lesões circulares (em gotas), frequentemente associada com infecções de garganta.
O diagnóstico da psoríase é geralmente clínico, mas pode ser confirmado por uma biópsia, que revelará um quadro bem característico.
Tratamento
O tratamento da psoríase vai depender do quadro clínico apresentado, podendo variar desde a simples aplicação de medicações tópicas nos casos mais brandos até tratamentos mais complexos para os casos mais graves.
A resposta ao tratamento também varia muito de um paciente para outro e o componente emocional não deve ser menosprezado. Uma vida saudável, evitando-se o estresse vai colaborar para a melhora. A exposição solar moderada é de grande ajuda e manter a pele bem hidratada também auxilia o tratamento.
Não existe uma forma de se acabar definitivamente com a psoríase, mas é possível se conseguir a remissão total da doença, obtendo-se a cura clínica. Ainda não é possível, no entanto, afirmar que a doença não vai voltar após o desaparecimento dos sintomas.
A psoríase é uma doença da pele bastante frequente. Atinge igualmente homens e mulheres, principalmente na faixa etária entre 20 e 40 anos, mas pode surgir em qualquer fase da vida. Sua causa é desconhecida. Fenômenos emocionais são frequentemente relacionados com o seu surgimento ou sua agravação, provavelmente atuando como fatores desencadeantes de uma predisposição genética para a doença. Cerca de 30% das pessoas que têm psoríase apresentam história de familiares também acometidos.
Não é uma doença contagiosa e não há necessidade de evitar o contato físico com outras pessoas.
Manifestações clínicas
Pode apresentar-se de várias maneiras, desde formas mínimas, com pouquíssimas lesões, até a psoríase eritrodérmica, na qual toda a pele está comprometida. A forma mais frequente de apresentação é a psoríase em placas, caracterizada pelo surgimento de lesões avermelhadas e descamativas (foto) na pele, bem limitadas e de evolução crônica.
A psoríase em placas, em geral, se apresenta com poucas lesões mas, em alguns casos, estas podem ser numerosas e atingir grandes áreas do corpo.
Por serem lesões secas, as escamas da psoríase podem se tornar grossas e esbranquiçadas (foto abaixo) e as localizações mais frequentes são os cotovelos, joelhos, couro cabeludo e tronco.
É comum ocorrerem fases de melhora e de piora. Quando as placas regridem, costumam deixar área de pele mais clara no local afetado.
Outra característica, chamada de fenômeno de Koebner, caracteriza-se pela formação de lesões lineares em áreas de trauma cutâneo, como arranhões. As lesões de psoríase são geralmente assintomáticas, mas pode haver prurido discreto (coceira).
Apresentações menos comuns são a psoríase ungueal (foto abaixo), com lesões apenas nas unhas, a psoríase pustulosa, com formação de pústulas principalmente nas palmas das mãos e plantas dos pés e a artrite psoriásica que, mais comum nos dedos das mãos, caracteriza-se por inflamação articular que pode causar até a destruição da articulação.
Outra forma de apresentação é a psoríase gutata (foto abaixo), com surgimento eruptivo de pequenas lesões circulares (em gotas), frequentemente associada com infecções de garganta.
O diagnóstico da psoríase é geralmente clínico, mas pode ser confirmado por uma biópsia, que revelará um quadro bem característico.
Tratamento
O tratamento da psoríase vai depender do quadro clínico apresentado, podendo variar desde a simples aplicação de medicações tópicas nos casos mais brandos até tratamentos mais complexos para os casos mais graves.
A resposta ao tratamento também varia muito de um paciente para outro e o componente emocional não deve ser menosprezado. Uma vida saudável, evitando-se o estresse vai colaborar para a melhora. A exposição solar moderada é de grande ajuda e manter a pele bem hidratada também auxilia o tratamento.
Não existe uma forma de se acabar definitivamente com a psoríase, mas é possível se conseguir a remissão total da doença, obtendo-se a cura clínica. Ainda não é possível, no entanto, afirmar que a doença não vai voltar após o desaparecimento dos sintomas.
Pitiríase versicolor ("micose de praia", "pano branco")
O que é?
Também vulgarmente conhecida como "micose de praia" ou "pano branco", a Pitiríase versicolor é uma micose mas, ao contrário do que se pensa, não é adquirida na praia ou piscina.
O fungo causador da doença habita a pele de todas as pessoas e, em algumas delas, é capaz de se desenvolver provocando as manchas.
Muitas vezes, a doença é percebida poucos dias após a exposição da pele ao sol, porque nas áreas da pele afetadas pela micose, a pele não se bronzeia. Com o bronzeamento da pele ao redor, ficam perceptíveis as áreas mais claras onde está a doença e a pessoa acha que pegou a micose na praia ou piscina. Entretanto, o sol apenas mostrou aonde estava a micose. Vem daí o nome "micose de praia".
Manifestações clínicas
As áreas de pele mais oleosa, como a face, couro cabeludo, pescoço e a porção superior do tronco são as mais frequentemente atingidas.
A doença se manifesta formando manchas claras, acastanhadas ou avermelhadas que se iniciam pequenas e podem se unir formando manchas maiores.
As lesões são recobertas por fina descamação que, às vezes, só é percebida quando se estica a pele. Geralmente, a Pitiríase versicolor é assintomática, mas alguns pacientes podem apresentar coceira.
Tratamento
A Pitiriase versicolor é uma micose que responde bem ao tratamento, que pode ser feito com medicamentos de uso via oral (comprimidos) ou local (sabonetes, xampus, locões, sprays ou cremes), dependendo do grau de comprometimento da pele.
Devido a ser causada por um fungo que habita normalmente a pele, é possível a micose voltar a aparecer, mesmo após um tratamento bem sucedido.
Em algumas pessoas, a Pitiríase versicolor pode ocorrer de forma recidivante, voltando a crescer logo após o tratamento. Estes casos exigem cuidados especiais para a prevenção do retorno da doença, cuja orientação deve ser dada pelo médico dermatologista.
Também vulgarmente conhecida como "micose de praia" ou "pano branco", a Pitiríase versicolor é uma micose mas, ao contrário do que se pensa, não é adquirida na praia ou piscina.
O fungo causador da doença habita a pele de todas as pessoas e, em algumas delas, é capaz de se desenvolver provocando as manchas.
Muitas vezes, a doença é percebida poucos dias após a exposição da pele ao sol, porque nas áreas da pele afetadas pela micose, a pele não se bronzeia. Com o bronzeamento da pele ao redor, ficam perceptíveis as áreas mais claras onde está a doença e a pessoa acha que pegou a micose na praia ou piscina. Entretanto, o sol apenas mostrou aonde estava a micose. Vem daí o nome "micose de praia".
Manifestações clínicas
As áreas de pele mais oleosa, como a face, couro cabeludo, pescoço e a porção superior do tronco são as mais frequentemente atingidas.
A doença se manifesta formando manchas claras, acastanhadas ou avermelhadas que se iniciam pequenas e podem se unir formando manchas maiores.
As lesões são recobertas por fina descamação que, às vezes, só é percebida quando se estica a pele. Geralmente, a Pitiríase versicolor é assintomática, mas alguns pacientes podem apresentar coceira.
Tratamento
A Pitiriase versicolor é uma micose que responde bem ao tratamento, que pode ser feito com medicamentos de uso via oral (comprimidos) ou local (sabonetes, xampus, locões, sprays ou cremes), dependendo do grau de comprometimento da pele.
Devido a ser causada por um fungo que habita normalmente a pele, é possível a micose voltar a aparecer, mesmo após um tratamento bem sucedido.
Em algumas pessoas, a Pitiríase versicolor pode ocorrer de forma recidivante, voltando a crescer logo após o tratamento. Estes casos exigem cuidados especiais para a prevenção do retorno da doença, cuja orientação deve ser dada pelo médico dermatologista.
Pitiríase rubra pilar
O que é?
Doença crônica que apresenta uma forma familiar que se inicia na infância, de causa genética, e uma forma que se manifesta no adulto, de causa desconhecida.
Manifestações clínicas
A doença é caracterizada pela formação de lesões avermelhadas e descamativas, que inicialmente são puntiformes, com disposição folicular (pontilhada, uma lesão em cada poro) e que, com a evolução, se juntam, formando placas.
Uma manifestação característica é a formação de pápulas ("bolinhas") endurecidas e ásperas no dorso dos dedos. Pode ocorrer também o espessamento da pele das palmas das mãos e plantas dos pés.
A doença evolui com períodos de melhoras e pioras e as lesões atingem couro cabeludo, face, tronco e os membros, podendo afetar todo o corpo. Na forma adulta, há uma tendência a ocorrer melhora das lesões com o passar dos anos, menos comum na forma familiar.
Tratamento
Os melhores resultados são obtidos com os medicamentos conhecidos como retinóides, por via oral, que exigem acompanhamento médico pois podem causar efeitos colaterais. As medicações de uso local apenas auxiliam o tratamento. Casos graves e resistentes podem necessitar de medicamentos utilizados em quimioterapia.
Doença crônica que apresenta uma forma familiar que se inicia na infância, de causa genética, e uma forma que se manifesta no adulto, de causa desconhecida.
Manifestações clínicas
A doença é caracterizada pela formação de lesões avermelhadas e descamativas, que inicialmente são puntiformes, com disposição folicular (pontilhada, uma lesão em cada poro) e que, com a evolução, se juntam, formando placas.
Uma manifestação característica é a formação de pápulas ("bolinhas") endurecidas e ásperas no dorso dos dedos. Pode ocorrer também o espessamento da pele das palmas das mãos e plantas dos pés.
A doença evolui com períodos de melhoras e pioras e as lesões atingem couro cabeludo, face, tronco e os membros, podendo afetar todo o corpo. Na forma adulta, há uma tendência a ocorrer melhora das lesões com o passar dos anos, menos comum na forma familiar.
Tratamento
Os melhores resultados são obtidos com os medicamentos conhecidos como retinóides, por via oral, que exigem acompanhamento médico pois podem causar efeitos colaterais. As medicações de uso local apenas auxiliam o tratamento. Casos graves e resistentes podem necessitar de medicamentos utilizados em quimioterapia.
Pitiríase rósea
O que é?
A Pitiríase rósea é uma doença eruptiva de causa controversa. As características clínicas da doença, o maior número de casos em determinadas épocas do ano (principalmente o outono), alterações imunes e achados de DNA viral em pacientes acometidos sugerem uma relação da doença com alguma virose, hipótese ainda não confirmada.
Mais comum nas mulheres do que nos homens, a doença tem cura espontânea em cerca de 2 a 4 meses e apenas raramente pode voltar a aparecer num mesmo paciente. Os pacientes não precisam se afastar das atividades diárias, pois a pitiríase rósea não é considerada contagiosa.
Manifestações clínicas
Inicialmente, surge uma lesão primária, o "medalhão", de forma ovalada, com cerca de 2 a 5 cm de tamanho, que precede por alguns dias o surgimento de uma erupção cutânea.
A erupção subsequente atinge principalmente o tronco e a raiz dos membros, sendo rara nas extremidades e na face. É formada por manchas ovaladas, de coloração rosada e com descamação na parte interna das bordas. A descamação pode ser observada esticando-se a pele.
A intensidade e o número de lesões varia muito (de algumas poucas a inúmeras) e uma característica importante é a distribuição das lesões no tronco, que seguem a direção das costelas, adquirindo, com a coluna vertebral, um aspecto de pinheiro. Geralmente não há sintomas importantes, podendo haver coceira em alguns casos.
Tratamento
A Pitiríase rósea cura-se espontaneamente, mas alguns tratamentos podem ser instituídos para abreviar a duração da doença principalmente nos casos mais intensos ou acompanhados de coceira. O diagnóstico correto e a escolha do tratamento indicado para cada caso devem ser determinados pelo médico dermatologista.
A Pitiríase rósea é uma doença eruptiva de causa controversa. As características clínicas da doença, o maior número de casos em determinadas épocas do ano (principalmente o outono), alterações imunes e achados de DNA viral em pacientes acometidos sugerem uma relação da doença com alguma virose, hipótese ainda não confirmada.
Mais comum nas mulheres do que nos homens, a doença tem cura espontânea em cerca de 2 a 4 meses e apenas raramente pode voltar a aparecer num mesmo paciente. Os pacientes não precisam se afastar das atividades diárias, pois a pitiríase rósea não é considerada contagiosa.
Manifestações clínicas
Inicialmente, surge uma lesão primária, o "medalhão", de forma ovalada, com cerca de 2 a 5 cm de tamanho, que precede por alguns dias o surgimento de uma erupção cutânea.
A erupção subsequente atinge principalmente o tronco e a raiz dos membros, sendo rara nas extremidades e na face. É formada por manchas ovaladas, de coloração rosada e com descamação na parte interna das bordas. A descamação pode ser observada esticando-se a pele.
A intensidade e o número de lesões varia muito (de algumas poucas a inúmeras) e uma característica importante é a distribuição das lesões no tronco, que seguem a direção das costelas, adquirindo, com a coluna vertebral, um aspecto de pinheiro. Geralmente não há sintomas importantes, podendo haver coceira em alguns casos.
Tratamento
A Pitiríase rósea cura-se espontaneamente, mas alguns tratamentos podem ser instituídos para abreviar a duração da doença principalmente nos casos mais intensos ou acompanhados de coceira. O diagnóstico correto e a escolha do tratamento indicado para cada caso devem ser determinados pelo médico dermatologista.
Pitiríase liquenóide aguda e crônica
O que é?
Trata-se de uma vasculite (inflamação de vasos sanguíneos da pele). A causa da doença é desconhecida e também é conhecida como parapsoríase em gotas. Apresenta 2 formas clínicas: uma forma aguda (também chamada de doença de Mucha-Habermann) e uma forma crônica.
Manifestações clínicas
Pitiríase liquenóide e varioliforme aguda ou doença de Mucha-Habermann: atinge o tronco e os membros e, geralmente, não afeta a face. Forma na pele lesões pequenas (em gota), pouco elevadas, de cor rósea, que sofrem necrose (morte celular) e evoluem para formação de crostas. Estas, ao serem eliminadas, podem deixar pequenas cicatrizes deprimidas ou manchas brancas.
A doença manifesta-se em surtos e, simultaneamente, encontram-se lesões em diferentes estágios evolutivos. O surgimento pode, em alguns casos, ser precedido por febre e sintomas gerais (cansaço, dor de cabeça, dores articulares). A pitiríase liquenóide aguda pode regredir espotaneamente em semanas ou meses.
Pitiríase liquenóide crônica ou parapsoríase em gotas crônica: as lesões tem características semelhantes à da forma aguda, porém não evoluem para a necrose e formação de crosta. Na superfície das lesões elevadas, róseas e pequenas, forma-se apenas descamação. Estas lesões podem persistir individualmente por semanas, quando começam a regredir, deixando manchas que, em geral, desaparecem com o tempo. Este processo persiste por anos, com formação e regressão de novas lesões.
Tratamento
Os tratamentos ainda não eliminam definitivamente a doença mas podem trazer melhoras clínicas. A exposição à radiação ultra-violeta do sol, o uso de alguns antibióticos, corticosteróides e imunossupressores têm demonstrado resultados favoráveis e devem ser indicados de acordo com cada caso pelo médico dermatologista.
Trata-se de uma vasculite (inflamação de vasos sanguíneos da pele). A causa da doença é desconhecida e também é conhecida como parapsoríase em gotas. Apresenta 2 formas clínicas: uma forma aguda (também chamada de doença de Mucha-Habermann) e uma forma crônica.
Manifestações clínicas
Pitiríase liquenóide e varioliforme aguda ou doença de Mucha-Habermann: atinge o tronco e os membros e, geralmente, não afeta a face. Forma na pele lesões pequenas (em gota), pouco elevadas, de cor rósea, que sofrem necrose (morte celular) e evoluem para formação de crostas. Estas, ao serem eliminadas, podem deixar pequenas cicatrizes deprimidas ou manchas brancas.
A doença manifesta-se em surtos e, simultaneamente, encontram-se lesões em diferentes estágios evolutivos. O surgimento pode, em alguns casos, ser precedido por febre e sintomas gerais (cansaço, dor de cabeça, dores articulares). A pitiríase liquenóide aguda pode regredir espotaneamente em semanas ou meses.
Pitiríase liquenóide crônica ou parapsoríase em gotas crônica: as lesões tem características semelhantes à da forma aguda, porém não evoluem para a necrose e formação de crosta. Na superfície das lesões elevadas, róseas e pequenas, forma-se apenas descamação. Estas lesões podem persistir individualmente por semanas, quando começam a regredir, deixando manchas que, em geral, desaparecem com o tempo. Este processo persiste por anos, com formação e regressão de novas lesões.
Tratamento
Os tratamentos ainda não eliminam definitivamente a doença mas podem trazer melhoras clínicas. A exposição à radiação ultra-violeta do sol, o uso de alguns antibióticos, corticosteróides e imunossupressores têm demonstrado resultados favoráveis e devem ser indicados de acordo com cada caso pelo médico dermatologista.
Pitiríase alba
O que é?
A Pitiríase alba é uma doença de causa desconhecida porém muito frequente nas pessoas com história pessoal ou familiar de atopia (asma, bronquite, rinite alérgica, eczema atópico). Também é conhecida como dartro volante.
Manifestações clínicas
As manifestações da doença surgem principalmente após a exposição intensa da pele ao sol. Caracterizam-se por manchas claras, arredondadas, finamente descamativas, de limites imprecisos e muitas vezes com um aspecto pontilhado. Devido às manchas claras, a doença muitas vezes é confundida com a pitiríase versicolor. As localizações mais frequentes são a face, tronco e membros superiores.
As lesões não apresentam sintomas e o ressecamento da pele frequentemente acompanha o quadro. Mais comum nas crianças, pode surgir também durante a vida adulta, sendo comum remissões e reaparecimento das manchas.
Tratamento
A hidratação da pele e a proteção solar ajudam a evitar o surgimento da pitiríase alba. A exposição prolongada e continuada ao sol e as consequentes queimaduras solares devem ser evitadas. Uma alimentação rica em legumes, verduras e frutas e a ingestão de bastante líquido durante o verão também ajudam na prevenção. Para o tratamento das lesões o procedimento correto é a consulta ao médico dermatologista.
A Pitiríase alba é uma doença de causa desconhecida porém muito frequente nas pessoas com história pessoal ou familiar de atopia (asma, bronquite, rinite alérgica, eczema atópico). Também é conhecida como dartro volante.
Manifestações clínicas
As manifestações da doença surgem principalmente após a exposição intensa da pele ao sol. Caracterizam-se por manchas claras, arredondadas, finamente descamativas, de limites imprecisos e muitas vezes com um aspecto pontilhado. Devido às manchas claras, a doença muitas vezes é confundida com a pitiríase versicolor. As localizações mais frequentes são a face, tronco e membros superiores.
As lesões não apresentam sintomas e o ressecamento da pele frequentemente acompanha o quadro. Mais comum nas crianças, pode surgir também durante a vida adulta, sendo comum remissões e reaparecimento das manchas.
Tratamento
A hidratação da pele e a proteção solar ajudam a evitar o surgimento da pitiríase alba. A exposição prolongada e continuada ao sol e as consequentes queimaduras solares devem ser evitadas. Uma alimentação rica em legumes, verduras e frutas e a ingestão de bastante líquido durante o verão também ajudam na prevenção. Para o tratamento das lesões o procedimento correto é a consulta ao médico dermatologista.
Pênfigos
O que são?
Os pênfigos são doenças que causam o aparecimento de bolhas na pele e, algumas vezes, nas mucosas. Eles têm como característica comum a localização das bolhas na camada mais superficial da pele, a epiderme.
Um mecanismo imunológico, de auto-agressão, faz com que anticorpos ataquem a pele, provocando a perda da aderência entre as células da epiderme, causando as bolhas.
Existem diferentes tipos de pênfigos. Os 2 principais são o Pênfigo Vulgar e o Pênfigo Foliáceo. O Pênfigo Foliáceo tem uma variedade que ocorre no Brasil, na região centro-oeste e nos estados de Minas Gerais, Paraná e São Paulo, conhecida como Fogo Selvagem.
Manifestações clínicas
Pênfigo Foliáceo: conhecido como Fogo Selvagem, acomete principalmente adultos jovens e crianças que vivem em áreas rurais, próximo a rios e em algumas tribos indígenas. A doença caracteriza-se pelo aparecimento de bolhas superficiais, que confluem e rompem-se facilmente, deixando a pele erosada (em carne viva) e formando regiões avermelhadas recobertas por escamas e crostas. As bolhas começam pela cabeça, pescoço e parte superior do tronco e depois espalham-se por todo corpo, mas não ocorrem nas mucosas. As lesões são dolorosas, com sensação de ardência e queimação, que originou o nome Fogo Selvagem.
Pênfigo Vulgar: é o tipo mais grave e aparece, na maioria das vezes, em indivíduos com idade entre 30 e 60 anos. Em mais da metade dos casos, começa com lesões dolorosas na mucosa oral, semelhantes a aftas. Mais tarde, surgem bolhas na pele contendo líquido límpido, turvo ou sanguíneo, que confluem e rompem-se deixando áreas erosadas, semelhantes a queimaduras, mais profundas que as observadas no Pênfigo Foliáceo.
As lesões também são extremamente dolorosas e o comprometimento da mucosa oral provoca dor ao engolir, dificultando a alimentação, o que contribui para a queda do estado geral do paciente.
A confirmação do diagnóstico dessas doenças é feito através da biópsia, com a retirada de uma bolha e exame desse fragmento da pele no microscópio.
Tratamento
O tratamento visa suprimir a auto-agressão, bloqueando o ataque dos anticorpos à pele. O principal medicamento utilizado é o corticosteróide em doses altas. Muitas vezes o paciente precisa ser hospitalizado até o controle da fase mais grave.
Também são utilizados medicamentos coadjuvantes para tratar as infecções secundárias que podem complicar a doença, e para controlar os efeitos colaterais provocados pelos corticosteróides. São importantes os cuidados gerais, como a limpeza das lesões, a hidratação e a dieta do paciente.
Outras drogas imunossupressoras são associadas nos casos mais difíceis e resistentes ao tratamento com os corticosteróides. O dermatologista é o profissional capacitado para o tratamento dos pênfigos.
Os pênfigos são doenças que causam o aparecimento de bolhas na pele e, algumas vezes, nas mucosas. Eles têm como característica comum a localização das bolhas na camada mais superficial da pele, a epiderme.
Um mecanismo imunológico, de auto-agressão, faz com que anticorpos ataquem a pele, provocando a perda da aderência entre as células da epiderme, causando as bolhas.
Existem diferentes tipos de pênfigos. Os 2 principais são o Pênfigo Vulgar e o Pênfigo Foliáceo. O Pênfigo Foliáceo tem uma variedade que ocorre no Brasil, na região centro-oeste e nos estados de Minas Gerais, Paraná e São Paulo, conhecida como Fogo Selvagem.
Manifestações clínicas
Pênfigo Foliáceo: conhecido como Fogo Selvagem, acomete principalmente adultos jovens e crianças que vivem em áreas rurais, próximo a rios e em algumas tribos indígenas. A doença caracteriza-se pelo aparecimento de bolhas superficiais, que confluem e rompem-se facilmente, deixando a pele erosada (em carne viva) e formando regiões avermelhadas recobertas por escamas e crostas. As bolhas começam pela cabeça, pescoço e parte superior do tronco e depois espalham-se por todo corpo, mas não ocorrem nas mucosas. As lesões são dolorosas, com sensação de ardência e queimação, que originou o nome Fogo Selvagem.
Pênfigo Vulgar: é o tipo mais grave e aparece, na maioria das vezes, em indivíduos com idade entre 30 e 60 anos. Em mais da metade dos casos, começa com lesões dolorosas na mucosa oral, semelhantes a aftas. Mais tarde, surgem bolhas na pele contendo líquido límpido, turvo ou sanguíneo, que confluem e rompem-se deixando áreas erosadas, semelhantes a queimaduras, mais profundas que as observadas no Pênfigo Foliáceo.
As lesões também são extremamente dolorosas e o comprometimento da mucosa oral provoca dor ao engolir, dificultando a alimentação, o que contribui para a queda do estado geral do paciente.
A confirmação do diagnóstico dessas doenças é feito através da biópsia, com a retirada de uma bolha e exame desse fragmento da pele no microscópio.
Tratamento
O tratamento visa suprimir a auto-agressão, bloqueando o ataque dos anticorpos à pele. O principal medicamento utilizado é o corticosteróide em doses altas. Muitas vezes o paciente precisa ser hospitalizado até o controle da fase mais grave.
Também são utilizados medicamentos coadjuvantes para tratar as infecções secundárias que podem complicar a doença, e para controlar os efeitos colaterais provocados pelos corticosteróides. São importantes os cuidados gerais, como a limpeza das lesões, a hidratação e a dieta do paciente.
Outras drogas imunossupressoras são associadas nos casos mais difíceis e resistentes ao tratamento com os corticosteróides. O dermatologista é o profissional capacitado para o tratamento dos pênfigos.
Pêlo encravado
O que é?
Doença mais comum em pessoas de pele negra e provocada pela característica recurvada dos pêlos que, ao crescer, encurvam-se e penetram novamente na pele, gerando uma reação inflamatória conhecida como pseudofoliculite.
A causa principal é o ato de raspar ou depilar os pêlos que, quando voltam a crescer, encravam-se.
Manifestações clínicas
As áreas mais afetadas nos homens são o pescoço e a nuca e, nas mulheres, a virilha. Nestas localizações, por serem áreas de dobra da pele, alguns pêlos já nascem de forma oblíqua, o que facilita o seu encravamento.
Com o crescimento, os pêlos penetram a pele formando lesões avermelhadas, inflamatórias, endurecidas e frequentemente com pus, devido à contaminação bacteriana. Algumas chegam a formar verdadeiros cistos, cujo conteúdo é o pêlo que cresce continuamente para o seu interior.
Tratamento
Recomenda-se o desencravamento manual de cada pêlo com agulha esterilizada, colocando-a por sob a alça formada e levantando-o. Não é necessário furar a pele.
Deve-se evitar o escanhoar (barbear no sentido contrário ao do crescimento do pêlo), utilizando a lâmina sempre de forma bem suave. Em casos com inflamação o médico dermatologista poderá indicar um creme anti-inflamatório e antibiótico, de acordo com cada caso.
Uma forma de acabar definitivamente com os pêlos encravados é deixá-los crescer. Quando estão longos, os pêlos perdem a força para penetrar a pele. Como muitas vezes isto não é possível, uma outra opção é a depilação a laser.
Doença mais comum em pessoas de pele negra e provocada pela característica recurvada dos pêlos que, ao crescer, encurvam-se e penetram novamente na pele, gerando uma reação inflamatória conhecida como pseudofoliculite.
A causa principal é o ato de raspar ou depilar os pêlos que, quando voltam a crescer, encravam-se.
Manifestações clínicas
As áreas mais afetadas nos homens são o pescoço e a nuca e, nas mulheres, a virilha. Nestas localizações, por serem áreas de dobra da pele, alguns pêlos já nascem de forma oblíqua, o que facilita o seu encravamento.
Com o crescimento, os pêlos penetram a pele formando lesões avermelhadas, inflamatórias, endurecidas e frequentemente com pus, devido à contaminação bacteriana. Algumas chegam a formar verdadeiros cistos, cujo conteúdo é o pêlo que cresce continuamente para o seu interior.
Tratamento
Recomenda-se o desencravamento manual de cada pêlo com agulha esterilizada, colocando-a por sob a alça formada e levantando-o. Não é necessário furar a pele.
Deve-se evitar o escanhoar (barbear no sentido contrário ao do crescimento do pêlo), utilizando a lâmina sempre de forma bem suave. Em casos com inflamação o médico dermatologista poderá indicar um creme anti-inflamatório e antibiótico, de acordo com cada caso.
Uma forma de acabar definitivamente com os pêlos encravados é deixá-los crescer. Quando estão longos, os pêlos perdem a força para penetrar a pele. Como muitas vezes isto não é possível, uma outra opção é a depilação a laser.
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